quarta-feira, janeiro 30, 2008

Colombina...seja minha menina.

Quando falamos de carnaval, eu diria que sou uma ótima foliã: fico em casa escondida, com vontade de sair, mas nunca saio. Apesar de não ter sido seguida a risca nos meus quase 20 carnavais, essa é a tradição que mais se repete.
Sempre ouvi as histórias dos amores que minhas amigas arranjavam no carnaval, mas nos tempos de BBB e bluethooth, as histórias de amor duram apenas mais que algumas horas...
Claro, existem aquelas exceções bacanas, cujos dias de carnaval correspondem apenas ao ínicio de histórias sem fim *suspiro*. Nunca foi o meu caso.
A única vez que me recordo de ter saído para uma baladinha no carnaval, lembro que beijei um menino por pouco mais que uma hora e mesmo assim, foi um saco.
É preciso de sorte para arranjar alguém que você goste e que fique com você até depois da quarta-feira de cinzas, e mais sorte ainda para que ele esteja sóbrio e se lembre de como tudo começou para contar depois.
Como eu não faço parte das pessoas contempladas pela vida com exceções, sorte e coisas do tipo, eu prefiro ficar no time das pessoas que mandam você curtir como achar melhor e não se encher de esperanças de que o amor da sua vida estará vestido de Pierrot, pulando logo ao seu lado.
Se tiver mesmo um Pierrot pulando ao seu lado e ele for gatinho, dê seu telefone para ele, sem grandes expectativas, ou convide-o para conhecer suas outras fantasias... (666)
Se vai ter um depois e uma história, é melhor esperar para ver.
Mas não deixe de bagunçar o quanto for necessário para que o Carnaval entre para a SUA história, só por que o garoto não ligou, ou por que o viu beijando outra.
Você ainda tem o ano todo pela frente, afinal, ele só começa de verdade depois do carnaval.
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Ps: Vamos mandar um beijo para a Abelha Rainha Nath Duprat e sua defesa de tese! \o/
Ps²: Minha prima foi embora pra Nova Zelândia. Mas isso é um outro post. Aii saudade.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Arrependimento sem arrependimentos

Toda pessoa que pensa que é descolada sempre grita aos quatro ventos aquele lema que diz que não se arrepende das coisas que fez e blábláblá. Eu acho besteira.
Sim, claro, acho que a gente deve ousar na vida e se jogar em determinadas situações, mas até aí é preciso crescer um pouco e entender que arrependimento, ao mesmo tempo em que não é algo tão legal, é também um bom sinal.

Se você se arrepende de alguma besteira que fez na vida, é sinal de que aprendeu algo. É sinal de que houve crescimento. Os arrependimentos estão aí justamente para ensinar aquilo que não aprendemos de maneira espontânea.
Se nos arrependemos, significa que aprendemos com os erros que cometemos.
(Acho que todo mundo já ouviu também a máxima que nos manda aprender com os erros... )

Eu, particularmente, já me arrependi de inúmeras coisas. Tanto das que eu deixei de fazer, quanto de algumas que eu fiz. Não vivo em função desses arrependimentos. Não como a garota do filme “Desejo e Reparação”. Até por que, se eu tiver de reparar algo, não acredito que esperarei tanto tempo assim, porém não tiro o mérito de pessoas que demoram mais aprendem, como o ladrão turco que roubou quatro toca-fitas em 1992 e no ano passado mandou uma carta para a polícia explicando tudo e com 100 euros para cada um dos lesados.

O que eu acho que naaaaaão é legal é usar os “pseudo-arrependimentos” para convencer as pessoas de coisas que não são reais, do tipo: falar pro namorado que se arrependeu muito da traição que cometeu só para ele voltar para você, sendo que no primeiro sinal de crise, lá está você traindo o chifrudo de novo. Ou então o cara que comete latrocínio e fica preso durante anos e vai à televisão dizer que se arrependeu e aprendeu a lição, para no indulto de natal estar cometendo mais crimes do tipo.

Não sei se você percebeu, mas arrependeu e aprendeu são palavras diferentes, porém que em muito se parecem. Não só pelas várias letras em comum, mas por que elas estão ligadas e uma dá suporte à outra. Para mim, arrependimento é super-válido quando sincero. Exceto um: O arrependimento do arrependimento.


sexta-feira, janeiro 18, 2008

A pergunta mais difícil da vida

Estávamos todos sentados na cozinha, em uma que deveria ser uma conversa divertida. Era noite de domingo e as noites de domingo geralmente são super lights. Elas começam com o Domingão do Faustão, vêm acompanhadas da torta da mamãe, ou da pizza com borda de catupiry e guaraná antártica. A nossa tinha a torta da mamãe sim, mas tinha também a terrível pergunta, que depois de muito matutar acho que é a mais difícil pergunta da vida:
Se você pudesse escolher um jeito para morrer, qual deles seria?
a) Afogado.
b) Soterrado.
c) Queimado.

Tough.

Eu sempre tendo a escolher a letra A, que por algum motivo me faz sentir menos mal se eu leio rapidamente. Só que no mesmo segundo em que eu escolho morrer afogada, eu me arrependo. A agonia de querer respirar e não conseguir me pega de um jeito arrebatador, a imagem de mim dentro da água morrendo afogada com aquela cara de desespero vem forte, matando. E eu sinto a água enchendo meus pulmões como uma garrafinha.
Então, desde que eu penso nisso (e faz muito tempo) eu nunca consegui responder.
E acho que vou levar a existência para decidir. Talvez até eu morrer, seja lá de que jeito. Só espero que de nenhum desses, mas feliz na caminha, como a Rose de Titanic.

E você, me conta o que escolheu?

quinta-feira, janeiro 17, 2008

segunda-feira, janeiro 14, 2008

O Triste Fim de Joilma...

Como podem perceber, troquei o layout. Os comentários agora ficam na parte de baixo de cada texto.
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A única coisa que eu realmente gosto nessa época de BBB é daqueles vídeos engraçadíssimos e deliciosamente cômicos que as pessoas comuns mandam para a Globo, se inscrevendo para o programa. É divertido ver a variedade de brasileiros e a criatividade que o nosso povo tem. Não vou ser hipócrita e esconder a parte em que eu penso com todas as forças dos meus neurônios mancos que eu acho tudo bizarro também.

Mas, desta vez teve um desses casos que ultrapassou o normal, o saudável, o divertido, o engraçado e até o bizarro.

Tem uma estudante de direito lá do Piauí que foi loooonge demais. Acho que ela levou muito a sério aquela máxima que diz que nós devemos correr atrás dos nossos sonhos e blá blá blá.

Joilma Kalliandra teve a audácia de pegar todo o dinheirinho da sua poupança (que ela guardava para a formatura), convencer a mãe a pegar um empréstimo de R$10 mil no banco e a fazer de tudo e mais um pouco para aparecer na mídia e chamar a atenção da Globo (isso inclui sair pelas ruas de biquini, gastar mais de 2 mil reais para colocar megahair no cabelo e posar de lingerie em shoppings). A garota perdeu, junto com o juízo, o namorado, que não agüentou o tranco da cabeça-de-vento.

Ela estava tão confiante que gastou R$ 5 mil reais comprando roupas para usar dentro da casa do BBB. A confiança e os investimentos não bastaram, já que a garota não conseguiu passar na seleção e assistiu ao primeiro episódio de edição 8 com um gosto amargo na boca e com uma dívida gigante para quitar.

Agora eu pergunto, QUE MÃE É ESSA?! háháháháhá. Tá, a dona-mãe apoiou o sonho [bizarro] da filha. Coisa linda! Mas cadê o juízo? Cadê a noção? Cadê? Cadê? Cadê? Céus, eu estou morrendo de dó.

Eu vou ter que esconder essa história da minha mãe, pelo bem da moça, por que pelo que eu conheço da minha progenitora (que até gosta de assistir BBB), essa moça não resistiria mais tempo viva do que uma mosca de fruta, caso minha mãe tomasse conhecimento da situação.

Olha, eu sei que eu arrasaria se fosse entrar para aquele confinamento. Mas essa fama, pela qual a Joilma lutou e gastou tanto é algo que eu definitivamente não quero para mim. Até por que, não é algo conquistado por talento. Não é um negócio legítimo.
Se for para eu ficar famosa, vai ser virando colunista ou aceitando as vagas que a Globo me oferece nas novelas das 8 desde os meus 3 anos.

Até lá, beijospárademeligarGlobo!

Veja a História da Joilma aqui



segunda-feira, janeiro 07, 2008

Oops, she did it again.

Britney, se arrumando para mais um escândalo

Já que os fãs e a minha amiga M i a vão querer me trucidar de qualquer maneira, já vou chutar o pau da barraca logo no começo: Eu nunca gostei da Britney. Pra mim ela não canta, geme. E odeio o jeito que ela usa a língüa para falar e cantar, enviando mensagens sexuais para o cérebro de quem a vê. Normalmente, ela já curte uma polêmica, mas nos últimos tempos ela tá mais propensa a isso. Há quem se vicie em drogas, álcool... a Britney se viciou em escândalo, bafafá, babado, furdúncio.

Ultimamente, venho desconfiando de que os distúrbios psicológicos que a afetam são mais graves do que apenas baixa auto-estima ou não saber lidar com um bad-hair-day. E foi então que comecei a ter dó dela. Dó por ela precisar tanto chamar atenção, dó por ela não demonstrar valores morais sólidos e deixar o mundo entrever entre atos insanos, cabeças carecas, casamentos relâmpagos e filhos perdidos que não soube lidar com tudo o que alcançou tão jovem.

Ela tinha tudo para, além de ser um sucesso estrondoso com é, ser um bom exemplo para aqueles que a admiram. Ela é linda, é bem sucedida, mas tem a cabeça oca que nem lata de leite condensado furada. Isso pode ser influência da educação recebida (ou não-recebida) pela família, visto que sua irmã de 16 anos, grávida, já está enveredando pelo mesmo buraco. Pode ser também que a irmã tenha se influênciado pela própria Britney, ou pode ser que tenha sido apenas um acidente, como acontece com milhões de adolescentes todos os anos. Mas quem sou eu para julgar ou buscar causas e razões?

O ponto é: ela despirocou. Subiu, desceu e afundou na maionese.
E ao invés de apenas repulsa, ela me provoca dó. Dó, dó, dó. Dó dela, dó da família e, principalmente, dó das duas crianças inocentes, que acabaram virando joguetes nas mãos dela, do pai e também da mídia.

Não adianta aparecer chorando na E! Etertaiment Television implorando para deixar a pobre Britney em paz, se não é isso o que ela quer, afinal, ela é chegadérrima num escândalo e faz tudo e um pouco mais para virar notícia no mundo. Quem diria? Notícia no Jornal Nacional. Tsc, tsc, tsc. Eu iria adorar saber o que se passa dentro dos pensamentos loiros da Miss Spears, como ela encara a vida longe das câmeras e o que ela desejaria se pudesse escolher qualquer coisa que quisesse no mundo.

Por enquanto imagino que a resposta dela aos escândalos é uma só:
Gimme, gimme more, gimme more...




sexta-feira, janeiro 04, 2008

A Curiosidade Não Matou a Gata

Eu nunca fui pega colando, o que não significa que eu nunca tenha colado.
Colei. Aliás, colava. Não só colava, como era desenvolvedora de métodos marotíssimos.
Meu problema é a ansiedade, e para resolvê-lo eu escrevia fórmulas no meio dos dedos, informações capitais, pequenos papéis sob os quais sentava em cima para quando, e se me interessasse, eu abrir as pernas para ler. No primeiro colegial desenvolvi um sistema com meu namorado utilizando celular e moleton. Era batata. Mas eu o fazia por insegurança. Perdi as contas das vezes em que fiz cola e não usei. Saber que ela estava ali caso eu precisasse me acalmava e muitas vezes garantia o êxito da prova.
Os professores sempre disseram que eu era brilhante e que meu problema é falar muito.
Os amigos devem achar que o problema é o tamanho da cabeçorra, que atrapalhava na hora de copiar minha prova, ou meus faniquitos elétricos, que não me deixava ficar quieta.
Eu acho que meu problema é ser curiosa. Na prova, eu só queria saber o que o amigo do lado pensava sobre determinada questão, ou se o autor do livro didático do qual eu tinha copiado quatro páginas para um papelzinho de bombom pensava como eu.

É. Eu sempre fui curiosa!


Post para Tudo de Blog, Capricho
"Quem não cola não sai da escola?"
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Oooops! Me enganei e fiz o post abaixo achando que a pauta era pro site e não pra revista. Como deu um trabalhão pra fazê-lo, ele fica aí embaixo para quem quiser ler, concordar, discordar, me bater, mandar ameaças de morte via comentários ou só pro meu professor saber que eu lembro dele. O post válido para a revista é esse aqui de cima mesmo. Câmbiodesligo!

Sendo sincera...

Acho que eu jamais conseguiria dizer que nunca colei na escola. Eu começaria com um ataque de riso tão incontrolável que me entregaria em segundos. Sim, eu já colei.
Aliás, eu sempre fui boa nisso. Apesar de a vida toda ter sido uma boa aluna.
Na escola em que fiz meu colegial o negócio era para ser, supostamente, complicado. Explico o esquema:

Semana de prova era semana de prova para todo mundo. Todos os anos, todas as salas. Então eles separaram as pessoas por ordem alfabética e dividia por salas.
Então você, provavelmente, ficava separado dos seus amiguinhos, a não ser que eles tivessem um nome com a primeira letra próxima da sua. Na sua sala teria pessoas de pelo menos duas séries diferentes... Se você era do primeiro colegial, estaria com pessoas do segundo também.

Quanto as fileiras: era animal! Uma fileira de primeiro ano, uma de segundo, uma de primeiro, uma de segundo e assim ia... Ou seja, se você quisesse colar do amiguinho do seu lado, não restaria chances, pois ele estava em ano diferente do seu e com conteúdo diferente. (Exceto uma vez em geografia, que era a mesma coisa)

As provas: Eram pelo menos quatro tipos diferentes: A, B, C e D. Ás vezes poderia variar, chegando ao E ou F. Ou seja, ninguém a sua volta teria a mesma prova que a sua, se você quisesse olhar as provas num raio de 5 cadeiras em todas as direções, não acharia nenhuma igual a sua. Bacana, né?

Mas, no final do colégio, eu colava. Não sempre, não em tudo.
Meu problema é a ansiedade, e para resolvê-lo eu escrevia fórmulas no meio dos dedos, informações capitais, pequenos papéis em que eu sentava em cima e quando, e se me interessasse, eu abria a perna para ler. No primeiro colegial desenvolvi um sistema com meu namorado utilizando celular e moleton. Era batata. Mas eu o fazia por insegurança. Perdi as contas das vezes em que fiz cola e não usei. Saber que ela estava ali caso eu precisasse me acalmava e muitas vezes garantia o êxito da prova.

A questão mais discutida sobre a cola é sobre o mérito de passar de ano colando. Eu tinha um professor que sempre dizia que prova não prova nada. E eu concordo com ele. A prova-padrão não vai classificar se você absorveu algo ou não. Falando sério, os alunos tem ritmos diferentes e não adianta esperar que aplicando uma mesma prova para centenas de alunos distintos você conseguirá provar alguma coisa, sem levar em consideração as particularidades de cada um.

Se o aluno vai mal na prova, ele é taxado de burro. Mas, eu tinha um amigo na escola (não só esse, mas quero falar dele em especial) que era absurdamente inteligente, só que ia super mal nas provas e ficava com a auto-estima lá embaixo. O potencial dele não era nada aproveitado e por que? Por que as escolas insistem em tratar os alunos como um grupo homogêneo, quando na verdade não o são.

As escolas não respeitam as diferenças individuais e querem construir exércitos ao invés de dar um futuro, ensinando a pessoa de forma que ela se encaixe na sociedade da forma como ela verdadeiramente é, sem marginalização ou preconceitos.


Eu não colei durante minha vida inteira. Desde pequenina, minha mãe não ia às minhas reuniões escolares, pois ao contrário dos meus irmãos, eu jamais dei trabalho algum. Nas poucas vezes em que foi, ela sempre ouvia a mesma coisa: eu era brilhante, mas falava muito.

Eu sou do tipo que consegue fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, então eu prestava atenção na aula, trocava bilhetes e conversava e ainda assim absorvia a matéria. Mas admito que acabava por atrapalhar os coleguinhas que não conseguiam o mesmo que eu. Como forma de compensar isso eu passava cola para os que me pediam ou deixava que dessem uma pequena olhada na minha folha. Ás vezes eu tinha que "pedir a borracha" só para ler o que a pessoa queria saber e responder, outras eu escrevia a lápis com letra gigante, para depois de transmitida a mensagem, apagar e escrever de maneira normal, outras ainda levantava para ir ao banheiro para que minha cabeçorra saísse da frente da prova.

É. Eu sempre tive uma cabeça grande.


"Quem não cola não saí da escola?" - Pauta para o site do TDB.