quarta-feira, agosto 08, 2007

Pareço metida, mas sou legal?

Já achei que a menina que é minha melhor amiga há quatro anos era uma chata, nojenta e insuportável.
Já achei que a garota nova na escola seria minha melhor amiga pra sempre. Mas a história de amor não durou nem seis meses.
fui odiada por um amigo que deveria falar japonês. Depois recebi uma carta dele que termina em: "E, finalmente, é um prazer ter deixado de não gostar de você e ter te conhecido melhor. Hoje me faz muito bem te encontrar quase que diariamente".
Já achei que uma menina não prestava, resolvi ignorar minha intuição e seguir em frente e mais tarde descobri que ela não prestava mesmo.
O que podemos aprender com isso, amiguinhos?
Nada! Não dá pra saber se aparências enganam sempre ou não. O que você pode fazer é dar sempre uma chance para conhecer as pessoas do jeito que elas provavelmente são. Você nunca vai conhecer alguém plenamente. Nem você mesma. Mas faça o possível para chegar perto disso e não ter surpresas desagradáveis! Dando chances você sempre poderá ser surpreendida por aquela que você julgava uma sacana, que na verdade é um doce de menina e não será injusta com ninguém.
Quer que te dêem chances de mostrar quem você é? All right! Faça o mesmo. E depois não adianta ficar entrando em comunidade “Pareço metida, mas sou legal”, não se convence ninguém com isso, mas sim com atitudes!

* Pauta Capricho *

terça-feira, agosto 07, 2007

Dear Schurables

"Querido beltrano,

Eu nunca pensei que este dia chegaria. Sempre achei que tudo entre nós seriam flores púrpuras com bolinhas amarelas. Vejo que, mais uma vez, eu me enganei.
Acho que de acordo com o meu pregresso dá pra ver que não deveria ser surpresa.
Não vou dizer que tudo foi bom e perfeito enquanto durou. Você, eu, Deus, os vizinhos do prédio do lado e o caixa do mc donalds daquele dia, sabemos o quanto a gente brigou. Mas posso dizer que você serviu para me ajudar a ser quem sou hoje; mãe solteira de 3 filhos ranhentos, 30 kg mais gorda do que quando nos conhecemos, cheia de olheiras e de sono acumulado, três empregos e quase nenhum estudo. Definitivamente, eu mudei muito.
Não vou agradecer, por que esse tempo todo que agüentei do seu lado, te doando a minha juventude e minha vida já foi o suficiente e está de bom tamanho.
Tenho que ir, a agente da condicional está batendo na porta. Acho que ela descobriu que foi eu quem assassinou sua mãe semana passada.

Adeus, Fulana."

* Carta fictícia. Não é pauta Capricho, babe.*

quinta-feira, agosto 02, 2007

O difícil é ter coragem para ir atrás de um sonho.

quinta-feira, julho 26, 2007

Como eu pude usar isso?

Quando a gente entra em um relacionamento estando apaixonada, uma certeza esquisita surge no nosso íntimo: Esse amor é para sempre.
O tempo passa, a aura de perfeição desaparece e começamos a perceber que talvez aquilo não fosse amor, que talvez o primo da amiga da vizinha seja mais a sua cara, que o tal "amor" que vocês sentiam não é a real saída para todos os problemas, que às vezes não supera tudo.
Você se dá conta que as diferenças deixam de se tornar uma via de aprendizado e tolerância para se tornar um incômodo tão grande quanto aquele telefone que não pára de tocar às 7 da manhã depois de ter chegado às 6h30 da balada. Aí o "amor da sua vida", que "nada nem ninguém" iam separar, passa a ter o rótulo de "Ex". Que pode até ser que vire amigo, mas grande parte das vezes, depois que o tempo passa e amadurecemos começamos a achar que ex-namorado é que nem roupa velha, que a gente vê nas fotos antigas: Como eu pude usar isso?

segunda-feira, julho 16, 2007

Não vá, papai

-Não vai, papai!
Lembro que me agarrei na perna dele.
Meu irmão na outra.
E ele foi embora. Andando e arrastando os dois filhos.
Fingia chorar. Eu chorava, meio sem entender nada. Mas chorava pela situação.
Ele foi. E menos de quatro meses depois estava casado com aquela estranha que beijava a boca dele no Playcenter, mas que não era a minha mãe.

quarta-feira, junho 20, 2007

Pensamento - parte I - Expectativas e decepções.

Criar expectativas é quase inerente ao ser humano.
Só que, na maioria das vezes, expectativa gera decepção... A gente sempre espera por o que não deve, ou espera demais... Se você conseguir deixar de esperar coisas sem perder a alegria de viver e a capacidade de ver graça nas pequenas coisas, ótimo. Muito melhor para você. É um favor que tu faz para si mesmo.

(... Senão, fluoxetina para você merrmão!)



[merda, bati meu cotovelo]

terça-feira, junho 05, 2007

Amor, maldito amor!

Depois de muito ensaiar, finalmente saiu: - Neném, a gente tem que conversar.
- Que foi? - Andei pensando muito e é melhor a gente terminar. 
- QUÊ? Como assim? O que aconteceu? 

E foi então que, depois de um derradeiro suspiro, eu comecei a falar, sem parar, sem ter tempo pra raciocinar por uma última vez

Na hora até que não me doeu tanto, o que doía mais era sentir a dor dele, ouvir o choro inevitável que ele não segurava, ele implorando... os pedidos desesperados, “Di, não faz isso. Eu te amo”, era o que eu mais ouvia. 

E doía. 
Poxa vida, mas era eu quem terminava, não? Então não deveria doer em mim. Deveria doer nele. Mas aí é que ta: provocar a dor nele, saber que ele sofria e a culpada era eu, isso me matava

Pra não prolongar o sofrimento e não ceder, resolvi colocar fim naquela conversa. 
Quem dera aquilo terminasse ali. Os dias que se passaram foram insuportáveis, ele ligava e eu, com a idéia maluca de que, caso ele pegasse raiva de mim, não sofreria mais, pois o sentimento de dor seria substituído pelo de raiva

Pois as coisas não foram bem assim, ele sentia raiva mas não parava de querer, de amar. Amor, maldito amor! 

Pouco tempo depois, pensei que me jogando numa nova relação de cabeça o faria esquecer mais rápido e ajudaria a provar a todos e a mim mesma que eu não gostava mais dele. Foi o que fiz. E me estrebuchei.

Tudo o que planejei, com tanto cuidado, virou-se contra mim. Ele viajou para terminar de superar, eu precisei de um namoro doido e de ouvir histórias dele com outras garotas, pra descobrir que no fundo, eu gostava dele. E jamais deveria ter terminado. Amor, estúpido amor!