quarta-feira, janeiro 07, 2009

Phéryas

Férias são ótimas. Quando se tem, claro.
Veja bem, eu estou de férias. Minhas aulas só voltam dia 9 de fevereiro. Então era de se esperar que eu estivesse escrevendo este texto na beira do mar, ao lado de um guarda-sol, besuntada de bronzeador, com um drink na mão, observando o movimento das ondas e dos gatos indo e vindo, certo? Errado. Eu estou sentada na mesa da agência onde eu trabalho, toda agasalhada e de saco cheio da vida de estagiária. E ainda são 8h da manhã. A realidade é dura, meus leitores. Não é a primeira vez que sou uma pessoa com férias pela metade, mas desta vez as coisas parecem absurdamente piores.

As férias mais inesquecíveis - de um jeito bom - sem dúvida foram aquelas vezes quando eu e minha prima fomos para o acampamento. Sentar com ela para lembrar de todos os acontecimentos, pessoas conhecidas, brincadeiras, gritos de guerra, batuques de mesa, amores de férias, roupas usadas, festinhas e badernas é algo sem igual, que desperta os sentimentos mais gostosos. E saudade. Muita saudade. Se eu pudesse voltar para alguma semana de férias, sem dúvida escolheria uma dessas. Mesmo aquela vez em que o acampamento inteiro passou mal durante a semana todinha e eu vomitei 10 vezes seguidas em apenas uma noite e virei ícone da temporada. Ou especialmente aquela vez. Vamos lá pessoal, eu virei ícone da temporada! tum-tá-tum-tum-tá-tum-tum-tá-tá-tum-tum-tá-parãrãrãrã-parãrãrãrã-parãrãrãrã....

Pauta pro site: Quais foram as férias mais inesquecíveis?
Feliz Ano Novo, cambada! Eu continuo prometendo responder todos os comentários. É uma das resoluções de ano novo. Até porque, eu PRECISO responder à alguns...
PS: Eu já sei que fui plagiada. E ainda não sei o que vou fazer sobre isso.

sábado, dezembro 20, 2008

Solitaria-mente

Final de ano, nos últimos tempos, sempre tem vindo acompanhado daquela sensação vazia, mas que me faz transbordar de solidão. É estranho. Acho que não sou só eu quem sente isso. É a época em que as pessoas mais organizam festas e encontros. Acredito que nunca se abraça tanto quanto nessa parte do ano. As pessoas tentam desesperadamente se aproximar das outras, encontrar pedacinhos de si mesmas dentro do próximo. Quando chega outubro e já se começa a falar de Natal, as pessoas percebem o quanto o tempo passou rápido e, mais que nos aniversários, percebem o quanto estão ficando velhas, o quanto as coisas são efêmeras. É um momento de reflexão.

É quando então, querem resgatar tudo aquilo que deixaram se perder. Querem relembrar o passado, tentam reconectar-se com aquilo que ficou pra trás. Uma seqüência de movimentos desesperados que se traduz em ligações, e-mails, cartões.... Recolhem cada migalha de si mesmos que podem encontrar dentro dos outros, mesmo que sejam as memórias mais antigas e incompletas.

Se assustam com os fios brancos no espelho, com o aparecimento daquela sobrinha que era um bebê ainda ontem e que hoje já anda de mini-saia, com um namorado à tiracolo, beijando na boca.
No meu caso, eu sempre fico me sentindo incrivelmente mais solitária. Não compactuo bem com todas essas corridas em busca de algo que nunca será encontrado. Não quero meus restos, pois sei que eles não voltarão mais. Quero ser inteira.

Muitos querem alguém para parar a morte. Hoje, eu só peço alguém com quem dividir a vida.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Meu grambolhão ♥


Eu não podia esperar que ele soubesse responder minhas perguntas complexas sobre qual brinco combinava melhor com a roupa ou que ele soubesse as últimas novidades da Britney.
Apesar de tudo isso, quando eu tava down era ele quem me levantava. Ele quem descia de seus quase 2 metros para me dar aquele abração de urso, de me tirar do chão. Ele quem virava várias madrugadas comigo no telefone, fosse falando besteira, fosse para ver televisão juntos. Ele que, estando doente com quase 40 graus de febre, me levou no cano da bicicleta até meu apartamento da praia, depois de um show de pagode, por que era isso que ele tinha prometido pro meu pai.
Era pra ele que eu contava meus segredos, pegava dicas de como tratar os homens. Era ele que tinha aquele sorriso, aquele olhar, aquele jeito tímido, aquela coisa de menino que cresceu antes da hora. Era ele que me ligava atrás de mil conselhos, pra quem eu ensinava uma palavra nova por dia e que dizia que não viveria sem minha amizade. Ele que ia em churrascos miados comigo e que fazia tudo valer a pena e que, mesmo quando eu sabia que tinha metido ele num programa de índio, ele dizia que tinha adorado. Era pra ele que eu arranjava as amigas e era comigo que as meninas vinham falar buscando dicas para conquistá-lo. Eu sempre jogava no time oposto, no time dele e fazia de tudo pra ele se dar bem, mesmo que isso significasse que ele agiria como cachorro. Era também para mim que todos vinham perguntar se estávamos namorando. Nunca estivemos.
Ele era o amigo de verdade e a prova viva de que amizade entre sexos diferentes existe sim.



Pauta pro portal: Homens x Mulheres: essa amizade existe?

domingo, novembro 30, 2008

Fazer de todos os lugares minha casa e de todos os sorrisos, minha festa

Eu sonho ir para o mundo. Me jogar com um refrão na cabeça, pegar mil aviões por aí. Cruzar com gente diferente, aprender línguas, culturas, amores. Eu sonho em cruzar os oceanos e recruzá-los novamente. Sonho com uma vida de partidas e a emoção de inúmeras chegadas. Sonho em ver de perto aquilo que, ao mesmo tempo em que une as pessoas, as separa. Sonho em ir pra bem longe, em uma fuga dos problemas bem mais estilosa do que me jogar na cama por dois dias sozinha. Sonho em ir para onde eu encontre reconhecimento, amigos e histórias. As minhas histórias.
Sonho em ir para a Índia, passear de saree pelas ruas. Sonho em navegar nas águas de Veneza, com um gondoleiro charmoso cantando melancolicamente. Sonho em ver as luzes de Paris e sentar em algum café de esquina, sentindo os coraçõezinhos emanando da minha cabeça. Sonho em virar noites e noites em Las Vegas, queimar meu corpo no sol da Califórnia. Sonho em aprender a surfar em Bali, em quase me afogar no Havaí e em achar um mar calmo na Austrália. Ou o contrário?
Eu sonho, acima de tudo, em sempre poder voltar pra casa.

Pauta pra revista: "Eu sonho ir para..."

quinta-feira, novembro 20, 2008

Ex- bê-vê

Ocean Drive. Era domingo. Eu e minha amiga Kt batíamos ponto na matinê que hoje já nem existe mais. Eu tinha feito 13 anos há dois dias. Ela tinha 11, mas sempre foi mais precoce que eu. Sempre que saíamos ela beijava alguém, geralmente mais velho. Eu dançava.Naquele domingo era um dia diferente. Por isso, quando ele chegou para conversar comigo e pediu para me beijar, perdi todos os meus pudores no escuro. A luz piscante me fez esquecer o conto do príncipe encantado em algum lugar entre One More Time, do Daft Punk e I'll Fly with You, Gigi D'Agostino. Fingi que era experiente. Ele perguntava se eu não queria e eu rebatia "Mas e se você beijar mal?", projetando nele um medo meu. Ele disse que eu poderia ensiná-lo então. Quando ele disse que o aniversário dele havia sido dois dias atrás e queria aquilo de presente, acreditei que era destino e fui. Enquanto beijava pela primeira vez, tive a sensação de que havia feito aquilo a vida inteira. Quando bateu 22h30, a cinderella beijoqueira precisou ir embora. Trocamos telefone, numa época em que ainda se dava o número certo. Fui dormir feliz, com um sorriso maroto na cara e um pouco da barba rala adolescente dele na garganta. Cof, cof, cof!


Pauta pro Portal da Capricho"Como foi o primeiro beijo de vocês???"
PS: Responderei os comentários assim que eu der uma paradinha! Pro-me-to!

terça-feira, outubro 28, 2008

Há limites

Quando eu tinha 13 anos e dei meu primeiro beijo, minha mãe me deixou de castigo.
Aos 15, com o primeiro namorado, ela ficou doida quando me viu beijando pela primeira vez.
Eu reclamava dela, claro.
Essa mesma mãe, é a que dia após dia do desenrrolar do seqüestro da Eloá reclamava da irresponsabilidade dos pais em permitirem um namoro tão cedo, com um cara tão velho pra ela.
Eu não sou ninguém para dizer o que deve ou não ser feito. Bom, talvez eu seja.
Minha irmã tem 10 anos, fará 11 ao final deste ano. Eu jamais aceitaria que ela namorasse alguém no ano que vem. Ou mesmo no próximo. Mesmo que fosse alguém da idade dela. Um cara de 20 anos então... You've gotta be kidding me.
Me lembro bem que aos 13 anos eu já me achava mega ultra madura e adulta. Tinha uma sensação fortíssima de achar que sabia o que estava fazendo e de que era dona da situação.
Ok, eu não era. Ninguém é! E, graças ao bom céu, eu tive uma mãe pra dar uma segurada no meu fogo juvenil (ui!). Claro, eu ficava pê da vida, mas ela sempre teve razão, por mais que eu achasse que não.
Acho que é papel dos pais ensinar, segurar, regular e dizer 'não'.
Não é hora para ficar pensando "Ah... e se os pais dela não tivessem permitido o namoro...", mas fica aí o exemplo de que libertinagem não é o caminho. As meninas de hoje amadurecem cada vez mais cedo, o que exige - de quebra - que os pais amadureçam mais rápido também e estabeleçam limites bem demarcados. Sem isso, já vimos que é b.o!



Finalmente voltei a postar uma pauta Capricho!
Os dias andam uma loucura na agência e o 6° semestre da faculdade!
Isso, claro, quando o blogspot não me boicota e esconde o botão de dar loguin ou não abre a página. Enfim, beijosnãomeliguememhoráriodetrabalho ;*

sábado, outubro 11, 2008

Enquanto todas as bolsas caem...

A minha já está no chão.