domingo, julho 13, 2008

Encapando relações

Tenho ficado VERDE-MUSGO pela penca de notícias de gravidezes que têm chegado até meus ouvidos nos últimos tempos. No geral, são todas meninas mais novas que eu. Ouvi uma bomba de uma garota da quarta-série grávida (!) . O pai é da sexta-série.
Nunca pensei que diria isso, mas fico abismada com a imensa quantidade de crianças com a vida sexual ativa. Mais boquiaberta ainda com a falta de camisinha nessas relações precoces.
Sempre fui do pensamento de que se o adolescente quer transar, ele vai fazer. Queiram os pais e a sociedade, ou não.
Por isso, a idéia de colocar máquinas de camisinhas nas escolas me ocorre como mais um método de incurtir o preservativo na cabeça (e relações) da molecada. Os dados mostram: todas as outras iniciativas estão falhando! É preciso reforço!
Não vou entrar no mérito da discussão sobre se é certo ou não fazer sexo tão cedo ou sobre como a mídia e a sociedade estão incentivando a sexualidade precoce. Se vai haver sexo, sendo isso correto ou não, é preciso que haja camisinha 'encapando' tais atos. As máquinas nas escolas podem entrar no dia-a-dia dos jovens e de certa forma educá-los (mas não farão o serviço sozinhas). Discordo que uma máquina vai incentivar o sexo precoce. As máquinas devem vir acompanhadas de instruções e informações e se a educação sexual não vem de casa, a escola precisa fazer alguma coisa e assumir um papel importante na formação da galera.

Máquinas de camisinhas: à favor ou contra?
Capricho.



É pessoal, o plural de 'gravidez' é 'gravidezes'. Por mais bizarro que seja.
É preciso lembrar também que a falta da camisinha não traz apenas a gravidez, mas toda aquela lista interminável de doenças venéreas, bem como a temida AIDS.
E não, não acho que 11 anos é uma boa idade para transar. Minha irmã tem 10 e não a vejo transando pelos próximos 40.
E sim, acho que é preciso mudar muitas coisas na sociedade, na escola e até mesmo na educação vinda de casa. Sexo precisa ser discutido.
Não falar sobre sexo não faz com que ele não exista e que não será praticado. O risco é ainda maior, pois pode ser feito de maneira errada e sem prevenção.
Sexo na adolescência é uma realidade, mas infelizmente, a camisinha ainda não. Aceitar isso já é o primeiro passo para qualquer transformação. Sexo sem camisinha é inconcebícel nos dias de hoje! (e de amanhã também) Responsabilidade, pessoal!!!!!!!!!

Lembro muito bem quando na 6ª série minha professora de Ciências Rosa deu aula de Educação Sexual, ensinou a colocar camisinha, a tomar pílula entre outras coisas. Não virei uma maníaca sexual por isso (pois é!) e nem saí alucinada da sala fazendo sexo.

Ufa, falei. (quase tudo).


segunda-feira, julho 07, 2008

Haja Saco, sacolas!

Hoje de tarde, voltei do supermercado com a Dona Diandra sênior e fui ser uma boa filha, apenas pra variar um pouco. Guardei todas as compras sozinha, levei o carrinho no subsolo, passei pano no chão da cozinha, fiz a sobremesa para o almoço que ofereceríamos aos amigos e mais um punhado de coisas. (ok, punhado é brega). Ela me pediu então que me dedicasse à tarefa mais bizarra que podia: que organizasse os sacos do supermercado de maneira que pudessem ser colocados em um outro saco, este de pano, com a finalidade de serem puxados lá de dentro. Eu tinha que quase enrrolar saco por saco, um por um, até deixá-lo fino o bastante para passar pelo buraco do saco de pano. Cara, na minha cabeça o melhor jeito da história para guardar sacos já foi inventado há muito tempo. E não, o nome disso não é 'puxa-saco'. É o próprio saco, oras bolas! Tem coisa mais prática e organizatória do que juntar toooodos os saco do jeito em que estiverem e enfiá-los todos juntinhos e bagunçados em outro saco? Genial! Mas claro que minha mãe discorda e o discurso sobre como eu sou desorganizada e preguiçosa foi declamado... e o apelo que ela utiliza em todas as circunstâncias (todas mesmo) foi tirado do bolso do avental: "Óh-meo-dels-Como-Vai-Ser-Quando-Você-For-Morar-Sozinha-Afinal-???". Eu respondi na inocência e com toda a minha praticidade e me sentindo um gênio, que seria do jeito normal, de enfiar todos no mesmo saco e blablablablá; Ela me pareceu um pouco chocada. Fiz do jeito dela, por que hoje era dia de ser uma boa filha, e cheguei à conclusão de que quem inventou aquele saco de pano do mal, além de não ter o que fazer deveria estar pensando em criar um tipo de terapia. A terapia pra quem NÃO TEM SACO. É algo realmente chato. Acreditem em mim. Melhor puxa-saco da história pra mim ainda continua sendo você dizer, com aquela cara de gatinho do Shrek, para a Dona Mãe sobre como a cor dos olhos dela ficou ressaltada com aquele avental, e o corte novo favoreceu o maxilar.. e.. OMG-você-perdeu-peso? háháháhá. Claro que isso não cola com a minha mãe, mas tente com a tua.
Pra quem não viu, o Letrinhas e eu saímos na última edição da Capricho

domingo, junho 29, 2008

Reinventando

Como uma rede famosa de fast food colocou no papel das bandejas meses atrás, tem coisas que deveriam urgentemente ser inventadas. Eu poderia citar inúmeras, como a tal máquina que arruma o cabelo em minutos e eu acredito que seja o sonho de 13 em cada 10 mulheres. Ou uma pílula que faz o cabelo nascer liso. Poderia falar da máquina que te dá o corpo que você quiser, sem dor ou sofrimento, em apenas alguns minutos. Seria legal uma coisa meio Matrix, de injetar conhecimento no seu cérebro em um milésimo de segundo, sendo possível aprender qualquer coisa, sem esforço. Uma máquina de dinheiro ou algum salto especial que acabasse com os sofrimentos causado pelo sapato depois de hoooras dançando também não seria uma má idéia. Mas vou cair no clichê, perdoem-me: a máquina que eu mais queria é uma capaz de fazer teletransporte. É uma invenção que poderia acabar com qualquer barreira e fronteira, tornaria uma infinidade de coisas possíveis e, mais importante, seria o fim da coisa horrível que é a saudade.

Pauta pra Capricho "Que máquina precisa ser inventada?"
E você, que máquina acha que seria uma boa de inventar? Conta pra mim!

quinta-feira, junho 26, 2008

É dos Cafas que elas gostam mais.

As mulheres que me perdoem por revelar este segredo aqui, mas a verdade verdadeira é que mulher a-do-ra um cafajeste! Ok, a gente acha lindo-de-morrer aqueles meninos bonzinhos, românticos, que fazem surpresas, ligam pra dizer boa noite, chama por apelidinhos meigos e tudo mais. Mas na hora da paixão mesmo, a mulherada sempre escolhe o cafa.
É muito mais comum ver integrantes da ala feminina reclamando que o bonito é galinha, esperando ele ligar, mesmo sabendo que ele não liga quando fala. Mais fácil ver menina descabelada por aí por que viu uns scraps suspeitos no orkut, fazendo promessa pra Santo Expedito pra ele atender o telefone... do que ver por aí as felizes namoradas dos bonzinhos. Acho que mulher gosta de sofrer. Pra ela dar valor, tem que tratar mal, não ligar, ou ligar apenas quando as outras opções não estavam disponíveis e ele quer alguma coisa, se é que me entendem.
É só abrir o blog do Cafa e ver a quantidade imensa de garotas que escrevem no 'CAFA RESPONDE' pedindo mil e duas fórmulas para domar um cafajeste. A verdade, meus caros, é que elas não querem domá-los coisíssima nenhuma. Elas querem é ser domadas. E ao primeiro sinal que o Cafajeste dá de ter mudado, elas desanimam e pulam fora!
Enquanto isso, pobrezinhos, os bonzinhos que sabem valorizar uma mulher vão se danando na mão da versão feminina do Cafa. Por mais lindo que as mulheres achem quando o garoto é bonzinho, a força oculta que rege o mundo faz com que elas gostem justamente daqueles que vão machucá-las. E mesmo tendo todos os sinais para não cair nessa, a bonita segue em frente, linda e poderosa, achando que é um partidão que vai fazê-la ver fogos de artíficio.
Eles até fazem, mas depois saem lindos e poderosos por cima, largando a garota acabada e despedaçada em um estado lamentável, com o coração partido. E quem é que vai estar lá para ajudar a reergue-la? O BONZINHO!

ráaaaaaaaa.

Então bonzinhos, aprontem-se.


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Tá. Agora sério; particularmente eu não consegui me decidir se gosto dos cafas ou dos bonzinhos.
Há espaço para todos aqui na minha tendinha! A verdade é que é preciso alcançar o meio termo. Nem cafa demais, nem bonzinho demais. Ninguém gosta de gente boba e melosa. (ok, algumas gostam. Eu não). E ninguém gosta de sofrer muito na mão de homem. (ok, mulher de malandro gosta. Eu não). O importante é atingir o equilíbrio. Ou pelo menos encontrar alguém que faça tudo valer a pena, seja ele cafa ou seja ele bonzinho. E lembre-se, por mais que o cafa possa oferecer mais diversão (ahhh they do!), o bonzinho é aquele que vai estar lá quando você precisar e não apenas quando ele precisar.

Pauta pro blog da Capricho: Cafas x Bonzinhos

domingo, junho 15, 2008

Pelo menos a Bela tinha a inteligência

Dizem que quando não se pode contar com a beleza, a gente é forçado a buscar outras maneiras de se destacar, ser inteligente deve ser parte disso. Desde nanica sempre notei que as garotas socialmente consideradas bonitas levavam a melhor na maioria das coisas. Ser bonita torna uma pessoa popular, o que não ocorre com freqüência com quem é inteligente. Na semana da correspondência, elas - as bonitas - sempre recebiam mais cartas. No dia dos namorados, mais bilhetes. Na educação física, nunca foram as últimas a serem escolhidas para o time, por mais patas que fossem correndo e por mais que detestassem suar. Fui uma criança diferente e o mundo das crianças é cruel. Mais que o dos adultos, pois criança não é hipócrita. Eu já era desencanada e extrovertida quando pequena. Não me importava com os padrõezinhos, não tive um tênis que piscava e por mais que falasse e bagunçasse nas aulas, sempre tirei boas notas. O mundo é mesmo mais fácil para quem tem a beleza. Mas também é mais vazio e restrito. Conversas com mais de dois minutos sobre algum tema diferente de compras, fofocas ou o sexo oposto podem ser extremamente reveladoras e mostrar que dentro daquela casca de beleza, há um imenso abismo oco, que não resolve todos os seus problemas e não preenche todas as necessidades. A beleza pode abrir portas, mas só a inteligência te mostra por quais caminhos seguir.



Pauta para a Capricho: "O que abre mais portas, beleza ou inteligência?"


Troquei o layout e quero saber o que vocês acharam!

Ah, vale dizer que eu não me acho feia, pessoal. Aliás,eu fiquei até bem bonitinha depos de crescidinha. Mas eu realmente nunca me encaixei nos padrões de beleza normais da revista e, até hoje, meus peitos deixam a desejar, sabem como é...
Acrescentei essa notinha no fim, por que o fofo do meu irmão veio brigar comigo dizendo que eu não sou feia e bláblábláwhiskas.

sexta-feira, junho 06, 2008

Os 3 D's: Dia dos namorados, Desespero e Dignidade!

Dia dos namorados sempre tem tudo para ser lindo, romântico, cheio de surpresas e blablablabla.. ZZzzZ. Essa ladainha não cola comigo desde meu último dia dos namorados acompanhada, em meados de mil oitocentos e bolinha.
Respeito quem gosta, acho uma gracinha as amigas contando depois as surpresas que os namoridos fizeram e tudo mais, só que desespero eu não tolero!
Sabe aquele tipo de menina que duas semanas antes do Dia dos Namorados fica doida e faz tudo para ser pedida em namoro até mesmo pelo motorista do ônibus que ela pega pra ir pra aula?
Então, EU ODEIO! E cruzar com uma dessas por aí me faz odiar ainda mais um tanto o dia dos namorado. Acho muito mais digno passar o dia de molho em casa, de pijama, com as amigas, comendo brigadeiro de panela, tomando tequila e vendo filme romântico do que sair desesperada à caça. Eu não namoro há uns quatro anos, aprendi a viver comigo mesma por que acredito que pra namorar, tem que estar apaixonada. E enquanto eu não estiver, o Dia Dos Namorados, para mim, não passará de uma comemoração com as amigas solitárias, mas cheias de dignidade!
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Pauta para Capricho : Eu odeio o Dia dos Namorados

segunda-feira, junho 02, 2008

Sobre meu processador e o estrago que ele faria na inveja

Inveja é uma das coisas que eu adoraria colocar no meu processador maxi-ultra-reverter.
O mecanismo seria simples: Você coloca uma coisa ruim dentro e, durante um processo super secreto, ela se transformaria em algo bom. Por exemplo: Você joga lá dentro aquela pontinha ácida que te faz desejar a barriga da Carolina Dickman pós-parto. Depois do processo, você teria um sentimento fantástico de motivação para ralar horas na academia e fazer aquele regime ser para valer. Eu ficaria rica.
A verdade, é que essa máquina fantástica existe dentro de cada um de nós. A maioria apenas não sabe como utilizá-la. É tudo uma questão de ponto de vista e de saber ver o lado bom das coisas. Mesmo daquelas que não temos. Eu tenho inveja das pessoas poliglotas. Eu tenho inveja das amigas que moram no exterior, eu tenho inveja do cabelo da Amanda. Com as minhas habilidades fantásticas eu transformo tudo numa inveja boa: eu me esforço para aprender idiomas, eu dou duro para buscar uma bolsa de estudos no exterior e eu cuido mais do meu cabelo. De quebra, eu fico feliz por essas pessoas existirem e possuírem o que possuem, pois funcionam como um exemplo a ser seguido.
Inveja boa existe sim e não é fruto de uma máquina da minha imaginação.
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Pauta sobre a inveja boa - Capricho.